Dezembro Laranja para crianças: uma colher de chá de protetor solar para proteger a pele

Especialista ajuda as mães a fazer a aplicação correta do produto e diz que prevenção contra o câncer de pele deve começar na infância


A pele é o tecido que envolve todo o organismo e sua principal função é a barreira entre o meio interno e o externo. Ela promove proteção contra o calor, a luz solar, lesões e infecções, assim como o armazenamento de água e a produção de vitamina D.

Assim como todos os órgãos, a pele passa pelo processo de envelhecimento em dois aspectos: intrínseco e extrínseco:


- O envelhecimento intrínseco é geneticamente determinado, ou seja, não podemos combater. Ele é gradual e natural; afinal, nossas células nasceram geneticamente programadas para sofrer modificações que as levem ao envelhecimento. No caso da pele, as células são programadas para sofrerem modificações no colágeno, o que leva a flacidez e rugas finas. Este envelhecimento não pode ser evitado.


- Já o envelhecimento extrínseco ocorre pela ação de agentes agressores, que aceleram de forma muito intensa o envelhecimento, como a poluição, o tabagismo, a carência de vitaminas e o maior e mais importante deles: a radiação solar.


"A proteção solar é essencial para preservar a pele e também para prevenir o envelhecimento, já que a radiação ultravioleta é responsável por cerca de 80 a 90% dele", afirma o dermatologista Cristiano Kakihara.

Existe um conjunto de mecanismos que ajudam a superar esses danos; entre os principais, está o protetor solar. O seu uso deve ser iniciado já a partir dos 6 meses de idade, antes disso o uso do protetor não é recomendado por causa da maior absorção do produto na pele.


Use o Fator de Proteção 30, aplicado pelo menos 30 minutos antes da exposição solar. Ele deve ser passado em toda a superfície da pele, numa quantidade equivalente a meia colher de chá para face, pescoço e braços e pouco mais de uma colher de chá para tronco, costas e membros inferiores.


Nos bebês faça a aplicação de forma circular, no sentido único incluindo dobrinhas e orelhas. Aplique duas camadas a cada duas horas ou após o contato com a água. e "É importante começar desde cedo a educar seus filhos sobre os horários de exposição, evitando o sol entre 10h e 15h, nas situações de exposição intensa. Nos demais horários não deixe a criança exposta diretamente ao sol fazendo uso de roupas e bonés, inclusive embaixo do guarda-sol ou na sombra de uma árvore", acrescenta o especialista.


Hoje também vale destacar o papel dos reparadores de células, que também desempenham um papel importante na fotoproteção, corrigindo alterações do DNA - molécula presente no núcleo de todas as células dos organismos vivos e sua principal função é o armazenamento das informações do código genético.


Produtos que possuem substâncias anti-oxidantes, corrigem danos celulares causados pelo sol, que não foram evitados com uso do protetor solar, complementando a capacidade de proteção e evitando o envelhecimento e o câncer de pele.


O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (Inca) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém, seus números são muito altos.


A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer.


"Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele", conclui o Dr. Cristiano.
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