Doenças de pele na infância

Atualizado: 9 de Dez de 2020


Os atendimentos por doenças de pele em crianças são frequentes nos consultórios médicos. As queixas que mais motivam os pais a levarem seus filhos ao médico são quadros alérgicos, dermatoses infecciosas e parasitárias, e pintas pelo corpo. Iremos esmiuçar um pouco sobre tais dois grandes grupos: o primeiro engloba a dermatite atópica. Esta é uma doença extremamente comum, crônica, de tendência genética, e que se caracteriza por uma coceira intensa em diversas partes do corpo, bem como lesões vermelhas, que podem descamar e fissurar. Essa afecção compromete muito a qualidade de vida dos pacientes, pois chega a atrapalhar quase todas fases do sono da criança, mas o quadro costuma melhorar ao longo dos anos e raramente pode se manter na idade adulta. O tratamento se baseia em uso de produtos tópicos, entre eles hidratantes, algumas vezes acompanhado do uso de medicações por via oral e de outras modalidades de tratamento, como  fototerapia com UVB de banda estreita. 

O segundo grupo de doenças pediátricas em dermatologia é causada por agentes infecciosos, como vírus. Neste grupo está incluído uma doença  que causa lesões branco-acinzentadas, de superfície verrucosa, chamada verruga vulgar. É causada por vírus da família HPV e pode surgir em qualquer parte do corpo. O tratamento costuma se dar pelo uso de substâncias aplicadas em consultório para cauterização química, e a continuidade do tratamento é feita em casa.  Diversas modalidades terapêuticas são ainda muito úteis, como criocirurgia, eletrocirurgia e laserterapia. O contágio se dá basicamente pelo contato de pele com pele, ou seja, pelo toque. 

Outra dermatose bem comum e causada por vírus é o molusco contagioso, desencadeado pelo vírus poxvírus. Caracteriza-se por lesões pequenas e vermelhas, que podem rapidamente se espalhar pelo corpo e requer tratamento eficaz para evitar tal disseminação. Mundialmente famosos são ainda os quadros de piolho e sarna, pediculose e escabiose, respectivamente. São causados por artrópodes. Esses bichinhos desencadeiam uma coceira extremamente intensa, na cabeça e na pele, e são facilmente transmissíveis para outras crianças, bem como adultos. Há tratamentos tópicos e orais bem eficazes, porém requer disciplina e adesão de toda a família. 


Por fim, muitos pais levam seus filhos para realização de estudo minuciosoda pintas, chamadodermatoscopia. Este exame consegue avaliar o risco desta lesão ser realmente benigna, bem como propiciar um seguimentoimagenológicoadequado, principalmente em crianças com nevos congênitos, pintas que já surgiram ao nascimento ou nos primeiros meses, ou que possuam antecedente familiar de câncer de pele. Como recomendação geral, sugere-se o uso de protetor solar adequado para a faixa etária da criança e que seja usado da mesma forma que os adultos fazem: de 2 em 2 horas.

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